Empresas "low cost" revolucionaram o setor de aviação.

As companhias aéreas de baixo custo e baixa tarifa ("low cost, low fare") provocaram uma verdadeira revolução na indústria mundial de aviação. O

por Benedito Carlos em Empresas - 11/03/2011 01:03
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As companhias aéreas de baixo custo e baixa tarifa ("low cost, low fare") provocaram uma verdadeira revolução na indústria mundial de aviação. O movimento começou na década de 70, quando grandes empresas americanas e europeias perceberam a grande demanda da classe média por passagens aéreas e começaram a bolar produtos mais acessíveis. Segundo André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company, o modelo de negócios das novas concorrentes previa uma séria de medidas para a redução dos custos. As cabines dos aviões passaram a ser configuradas em classe única (sem a primeira classe ou a classe executiva). O serviço de bordo é bem diferente do retratado na foto ao lado (em voo da Air France) e não inclui refeição quente. Mesmo um lanche, salgadinho ou bebida podem ser cobrados à parte. As empresas utilizam um único tipo de aeronave (economizando com treinamento de pessoal e manutenção). O espaço entre cada fileira de assentos foi reduzido para que mais gente pudesse viajar num mesmo avião. Os voos passaram a ser diretos (sem escalas), com partidas e chegadas em aeroportos secundários (que cobram menos pela utilização da pista). As aeronaves ficam pouco tempo em solo e já iniciam o próximo voo. Os bilhetes são vendidos diretamente ao público (hoje pela internet), sem a necessidade de que seja paga uma comissão a uma agência de viagem. A maioria dos trabalhadores contratados não eram sindicalizados, e os serviços não-essenciais eram prestados por mão de obra terceirizada. "As empresas low cost obrigaram as tradicionais a cortar custos para sobreviver", diz Castellini. "Está cada vez mais parecido viajar nos dois tipos de companhias."

Fonte:http://exame.abril.com.br

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